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PIB do Porto e Região Norte cresceu 2 vezes mais rápido do que o resto do país
16 Julho 2019
PIB do Porto e Região Norte cresceu 2 vezes mais rápido do que o resto do país

O PIB do Porto e da Região Norte cresceu a uma taxa média anual de mais de 4% entre 2014 e 2017 assinalou esta manhã Rui Moreira. Já o investimento direto estrangeiro (IDE) na Região alcançou um crescimento anual na ordem dos 11,4%, no período de 2013 a 2018, contribuindo para a criação de emprego, indica o estudo encomendado pelo Município do Porto à EY.

As conclusões do estudo sobre a Atratividade do Porto e da Região Norte no domínio do Investimento Direto Estrangeiro (IDE), denominado "Porto and Northern Portugal: A Magnet for Investment - Portugal Regional Attractiveness Survey 2019" foram apresentados numa sessão pública que decorreu no átrio dos Paços do Concelho.

Na abertura da iniciativa, o presidente da Câmara do Porto destacou que o relatório "corrobora e reforça a ascensão da economia do Porto e do Norte", sublinhando ainda que os resultados do desafio lançado pelo Município, através da InvestPorto, à EY "espelham a dinâmica e o dinamismo" da cidade no contexto nacional e internacional. São disso exemplo, a distinção recente dos FDi Strategy Awards 2018, do grupo Financial Times.

Admitindo que a localização da cidade é estratégica e, também por isso, "interessante", Rui Moreira aponta que a cidade e a região afirmam-se "como o principal motor do setor exportador português", fruto de "um tecido empresarial altamente qualificado, inovador e com forte vocação internacional".

Só em 2017, nasceram na Área Metropolitana do Porto (AMP) 30.188 novas empresas (cerca de 27 mil na área dos serviços e cerca de 2 mil no setor industrial). Números que significam um crescimento de 13% comparativamente a 2014, sobretudo os setores da indústria, das TIC (tecnologias da informação e comunicação) e serviços.

Com o investimento direto estrangeiro a registar valores nunca antes alcançados, "foi possível à Região não só recuperar face aos anos da crise, como posicionar-se acima média portuguesa e europeia", observou o presidente da Câmara do Porto.

 No ano passado, o Porto e Norte geraram 39% das exportações portuguesas, "com uma taxa de cobertura das importações de 131%".

A evolução da economia do Porto e da Região Norte, que se traduz num crescimento do PIB duas vezes mais rápido quando comparados com a média nacional, contribuiu ainda "para a confiança crescente dos investidores estrangeiros", considerou Rui Moreira.

Em 2018, o investimento direto estrangeiro (IDE) criou 2.754 novos postos de trabalho no Porto e Norte de Portugal, representativos de 45% do total registado no país. França (46%) e Alemanha (13%) representam as principais origens geográficas dos investidores. Quanto aos setores-chave que apresentam um maior número de projetos são a Indústria (nomeadamente a fabricação de material de transporte), o Digital, o Agroalimentar e os Serviços às Empresas.

Entre outros aspetos relevantes, o estudo salienta a evolução da economia na região, com o crescimento do PIB duas vezes mais rápido quando comparado com a média nacional, e a atratividade diferenciadora do Porto e Norte de Portugal, que se posiciona hoje nos primeiros lugares das intenções de IDE do País. Este resultado reflete as suas condições de atratividade, com destaque particular para as competências e infraestruturas, mas também devido a fatores como a qualidade de vida (91%), a estabilidade do clima social (79%), a infraestrutura de telecomunicações (77%), os custos de mão-de-obra (75%) e o potencial para o aumento de produtividade (72%).

Resultados a que não são alheios o "papel de liderança" que a cidade do Porto tem assumido na atração de investimento internacional, "promovendo os seus ativos e utilizando argumentos para ultrapassar desafios", mencionou o presidente da Câmara que sublinhou que hoje o Porto "tem uma estratégia, um posicionamento e uma proposta de valor".

De resto, uma estratégia multissetorial, que se revê na "diversidade de investimento" registado. Desde cidade europeia "amiga das startups" a Porto que acolhe gigantes da indústria automóvel (BMW), do setor eólico (Vestas) ou da banca (Natixis e Euronext), entre muitas outras.

Para Florbela Lima, da EY, a perceção tanto dos investidores já instalados como daqueles que ponderam vir a apostar no Porto e na Região Norte é essencialmente convergente e "muito positiva". Por outro lado, os dois grupos não referem a carga fiscal como entrave aos seus investimentos, destacando que o que procuram, sobretudo, é "estabilidade fiscal".

Entre as cerca de 300 empresas inquiridas, verifica-se a tendência crescente do Porto e da Região Norte cativarem investimentos "de valor acrescentado". A grande capacidade de atrair talento, nacional e internacional, aliada à resiliência das indústrias tradicionais, como "o setor têxtil que tem apostado na inovação contínua", contribuem para uma perceção de "confiança" junto dos investidores.

Desde 2015, a InvestPorto, gabinete de atração de investimento da Câmara do Porto, já permitiu captar e apoiar mais de 320 projetos de investimento, 60% dos quais provenientes de mais de 30 países diferentes. Números que refletem o crescente reconhecimento internacional da cidade e da Região pelo seu ecossistema empreendedor, pelo contexto tecnológico e, sobretudo, pelo talento dos seus recursos, e espelham uma realidade: o Norte é a região do país atrativa para os investidores.
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