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StartUps Unicórnio
01 Janeiro 2021
Empresas do Porto lideram ranking das empresas portuguesas inovadoras que mais cresceram em 2020
Expresso

Diversas empresas com presença no Porto lideram ranking das empresas portuguesas inovadoras que mais cresceram em 2020, segundo o relatório da Building Global Inovators (BGI) e o Instituto Europeu de Inovação e Tecnologia (EIT Digital), estando próximas de atingir o estatuto de unicórnio.

A valorização dos unicórnios está fixada nos mil milhões de dólares (€815 milhões). Tendo três unicórnios constituídos e com um elevado número de startups bem-sucedidas, Portugal acaba por se distinguir de outros países com que se costuma comparar, uma vez que, Espanha tem apenas um unicórnio, Itália não tem nenhum.

Segundo o relatório da BGI/EIT, a Sword Health, com sede nacional no Porto, captou €20 milhões de investimento em 2020 para dar largas a um negócio em torno de um sistema de fisioterapia digital. A empresa já marca presença na Europa, Austrália e América — e tem nos Estados Unidos o maior mercado. Com as devidas adaptações, a receita de sucesso da Sword Health poderá servir de mote para muitas das 2 mil startups nacionais que, segundo dados da Startup Portugal, representaram 1,1% do PIB e 2,2% das exportações em 2018.

Também a Platforme, fundada em 2015 e com sede no Porto, criou uma plataforma que permite que empresas adaptem roupas e calçado às preferências dos diferentes segmentos antes de avançarem para a produção. Hermès, Kering, YSL, Nordstrom ou Ermenegildo Zegna são clientes. Angariou em 2020 mais de €13 milhões.

Do mesmo modo, a Feedzai é uma forte candidata a atingir o estatuto de unicórnio. A empresa que em muito menos que 1 segundo autoriza ou bloqueia transações eletrónicas consoante os registos do passado. Conta com 500 profissionais e presta serviços em 190 países.

A Utrust, criada em plena corrida às "criptomoedas”, tem ganho clientes com uma tecnologia de pagamentos e transferências segura e rápida, com diferentes moedas e carteiras digitais. Angariou €17,6 milhões em 2020 e contratou para líder Sanja Kon, que tem no currículo passagens pela PayPal e pela eBay.

E, ainda, a Unbabel, constituída em 2013 tendo como objetivo melhorar traduções entre vários idiomas. Com faturações de €10 milhões e a captação de €60 milhões de investimentos em 2019, despediu 90 dos 260 profissionais em 2020. Apesar do revés gerado pela pandemia, continua uma das principais candidatas ao próximo unicórnio português.

Na prospeção incluem-se ainda empresas como: DashDash, Go With Flow, Probely, Ydata ou Barkyn entre os negócios mais recentes, e Veniam, Uniplaces, Defined Crowd, 360imprimir, Codacy ou Aptoide e Landing Jobs, que já são referências assíduas nos jornais.

Os dados da BGI/EIT confirmam a influência americana: o capital de risco americano foi responsável por um terço do investimento estrangeiro que, por sua vez, totaliza quase 60% dos valores aplicados nas startups portuguesas em 2020.

Na última década, as startups nacionais mais bem-sucedidas distinguiam-se pela engenharia de elevada complexidade que tinha como principais destinatárias outras empresas. Mais recentemente, surgiram negócios promissores associados à inteligência artificial, e ao processamento de grandes volumes de dados recolhidos a partir de múltiplos sensores e dispositivos.

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