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Tecnoplano
27 Fevereiro 2021
Engenheiros e arquitetos de olhos na indústria do Norte
Dinheiro Vivo

A redução de emissões poluentes a que Portugal e a União Europeia estão comprometidos vai obrigar muitas indústrias tradicionais a mudarem os seus processos produtivos e isso é para a Tecnoplano um alento e uma oportunidade para expandir a sua atividade.

"Percebemos que era o momento certo para avançar com a autonomização de uma nova área de negócio: fazer consultoria no segmento da construção industrial", sustenta Pedro Matos de Pinho, engenheiro e administrador executivo da Tecnoplano, uma empresa com um historial de 55 anos, integrada num grupo familiar cujo leque de acionistas se completa com o seu irmão gémeo Bernardo, arquiteto, e com uma irmã, administradora não executiva. Os três repartem o conglomerado em partes iguais, com capital 100% português, já com extensões no Brasil, Angola, Moçambique, Guiné Equatorial e Bélgica.

Em Portugal, a sede é em Lisboa, mas tem um escritório no Porto, cidade onde a família tem raízes. E foi precisamente no Porto onde a empresa acabou de instalar o novo departamento independente, liderado por Manuel Santos Ferreira, para apoio aos projetos industriais, "pela proximidade aos potenciais clientes, tendo em conta a implantação industrial na região Norte", mas também por estar aí a principal "fonte" de recrutamento de talento que a empresa tem utilizado.

Até aqui, a Tecnoplano, que reivindica o título de pioneira em Portugal no project management na construção, tem feito a conceção e desenvolvimento de projetos, bem como a supervisão das obras em domínios diversos, como aeroportos, hotéis, unidades de produção energética e, mais recentemente, a supervisão das obras na linha vermelha do Metro de Lisboa (Cais do Sodré-Santos).

Mas, na atualidade, "olhando para as necessidades do mercado, vimos que nos faltava a componente industrial", explica Pedro Matos de Pinho, tendo já projetos em carteira, entre os quais uma central de biomassa, a redefinição de condutas de uma refinaria e a reformulação de toda a linha de produção de uma metalúrgica.

Para responder às encomendas, foram recrutadas sete pessoas especializadas em processos industriais. Juntam-se à equipa de mais de 80 profissionais que a empresa tem em Portugal, entre engenheiros e arquitetos, e aos mais de 100 colaboradores fora do país.

Os negócios em curso no novo departamento, que arrancaram no início de janeiro, deverão permitir à nova estrutura faturar 500 mil euros neste ano, na esperança de chegar aos 1,5 milhões de euros no próximo. Em 2020, o grupo faturou 4,1 milhões de euros (32% fora de Portugal), um pouco abaixo dos 4,9 milhões de 2019.

"É o momento ideal para entrar no mercado, porque, com os requisitos da neutralidade carbónica, o setor industrial é um dos que vão ter um grande caminho a percorrer", diz Pedro Matos de Pinho, convicto de que o novo departamento tem a "experiência" e a "equipa" certas para ajudar a indústria a ajustar processos e produtos. Acredita mesmo que a componente industrial da economia será "um dos principais motores da retoma", após crise pandémica.

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