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Anchorage
25 Fevereiro 2021
Banco de criptomoedas contrata 50 em Portugal após investimento de 65 milhões
Dinheiro Vivo

startup financeira Anchorage vai contratar 50 pessoas em Portugal nos próximos dois anos. A porta de entrada dos bancos para as criptomoedas anunciou esta quinta-feira uma ronda de investimento em série C de 80 milhões de dólares (65,8 milhões de euros). Liderada pelo português Diogo Mónica, esta fintech obteve em janeiro a primeira licença bancária para criptomoedas nos Estados Unidos.

"Esta nova ronda de investimento vai permitir-nos escalar rapidamente, para responder à crescente procura de participação no espaço dos ativos digitais, particularmente entre empresas e instituições financeiras tradicionais", assinala Diogo Mónica, citado em nota de imprensa.

Das 75 pessoas que trabalham na Anchorage, 15 estão no atualmente no Porto. A empresa já tinha previsto recrutar pelo menos mais 15 elementos para 2021, sobretudo para funções de engenharia. Para 2022, está prevista a entrada de mais 35 funcionários. O escritório do Porto está focado no desenvolvimento de produto e de engenharia.

A Anchorage deverá abrir um segundo escritório em Portugal, provavelmente em Lisboa. A localização definitiva deste espaço só estará encerrada daqui a alguns meses. Esta fintechtem sede em São Francisco (Califórnia) e conta também com um escritório o estado da Dakota do Sul.

Com os 80 milhões de dólares da série C, a Anchorage recebeu mais dinheiro do que o investimento angariado nas duas rondas anteriores, no total de 57 milhões de dólares.

Isto foi possível graças à entrada de novos investidores, como a sociedade de capital de risco portuguesa Indico Capital Partners e o fundo soberano de Singapura (conhecido como GIC). Também entraram nesta operação as sociedades de capital de risco a16z, Blockchain Capital e Lux. 

A expansão da tecnologia blockchain não é uma aposta em Bitcoin, como muito se fala; trata-se de uma mudança de paradigma computacional, uma revolução equivalente ao aparecimento dos computadores pessoais, a Internet ou os smartphones. Tudo vai mudar na próxima década e a Anchorage tem as condições para ser uma das grandes empresas mundiais no novo setor financeiro que se está a inventar agora", prevê o líder da Indico Capital Partners, Stephan Morais.

Através desta fintech, qualquer banco pode criar produtos com mais de 100 criptomoedas. Além disso, a solução da Anchorage permite guardar criptomoedas ou mesmo abrir contas de depósito a prazo.

No início deste mês, a Anchorage lançou um projeto-piloto com a Visa para a empresa de pagamentos poder integrar, ainda em 2021, recursos como a bitcoin e outras moedas digitais no leque de serviços.

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