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Porto soma mais de uma dezena de novas residências universitárias em desenvolvimento
16 Janeiro 2020
Porto soma mais de uma dezena de novas residências universitárias em desenvolvimento
Idealista

No mercado das residências universitárias em Portugal, o Porto destaca-se por um forte dinamismo, existindo atualmente entre 10 a 14 projetos de novas unidades de alojamento para estudantes em desenvolvimento. Destes, alguns incluem também o conceito de coliving, sendo que a maioria fica localizada junto ao Campus da Asprela e no centro da cidade.

O levantamento é feito pelas principais consultoras internacionais – CBRE, Cushman & Wakefield, Predibisa, Savills e JLL -, que representam os investidores e promotores que estão a promover os projetos em causa.

Andreia Almeida, Associate e Diretor de Research da Cushman & Wakefield, destaca que "a oferta privada é responsável por 43% do número de camas, peso este que irá aumentar ao longo dos próximos três anos, já que estão previstas 5.400 novas camas distribuídas por 14 projetos”.

Já Cristina Arouca, Research Diretor, da CBRE Portugal, tem conhecimento "de mais de 10 projetos em fase em desenvolvimento ou ainda em fase de estudo os quais totalizam mais de 5.000 camas", considerando que "há mercado para acomodar esta oferta, mesmo que só se considere a procura por parte de estudantes estrangeiros”.

Segundo os dados apurados por esta consultora, a nova oferta parecer ser, aliás, insuficiente para a procura, tendo em conta que foi identificada uma necessidade de cerca de 30 mil camas na Invicta.

"No ano letivo de 2019, observou-se um total de 34.200 estudantes em mobilidade no Porto”, aponta Cristina Arouca.

Há um "potencial para 8,628 camas em residências de estudantes e há, neste momento, apenas 1,100 camas em operação em cinco residências privadas”, indica Maria Empis, Head of Research, da consultora JLL.

Neste sentido, acrescenta, "ainda há capacidade para mais projetos e camas no Porto, no segmento privado, além do atual pipeline que conta com 5,907 camas em 13 projetos”.

João Leite Castro, Partner e Diretor da Predibisa, considera que, tendo em conta os valores de oferta e procura em causa, "há espaço para novos projetos, nomeadamente na zona ocidental da cidade”.

De acordo com Filipe Santos, Associate Diretor no Porto, "o pipeline de curto-prazo situa-se entre as 2.500 a 3.500 camas, não temos dúvidas de que há espaço para novos projetos e novos players”.

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