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Didimo
21 Setembro 2020
Didimo. Portugueses que criam avatares fecham investimento de 1 milhão de euros durante pandemia
Observador

A startup portuguesa Didimo, que desenvolve humanos digitais (avatares) de alta fidelidade para ajudar a fornecer serviços online, fechou uma ronda de investimento no valor de um milhão de euros. O financiamento está destinado ao aumento e consolidação da equipa, especialmente nas áreas de Marketing e de desenvolvimento de produto.

A ronda de investimento foi liderada pela Armilar Venture Partners, sociedade portuguesa de fundos de capital de risco, e contou também com a participação da Bright Pixel e da PME Investimentos. O investimento, sublinha ao Observador Verónica Orvalho, fundadora e presidente desta startup, "foi fundamental, tendo em conta o plano estratégico que existia antes da Covid-19 e que obrigou a assegurar cash flow para depois da pandemia”. 

"Este investimento dá-nos, em primeiro lugar, mais segurança e mais tranquilidade. É também reconfortante ver que numa altura de crise ainda há investimento a ser feito em Portugal, é muito positivo e uma esperança para as outras startups. Em segundo lugar, esta ronda de financiamento vai permitir definir todo o plano comercial para agora nos focarmos na parte da aquisição de novos clientes e na comercialização do produto”, explica a responsável da Didimo. 

Fundada em 2016 em Portugal, a Didimo — que significa "gémeo” em grego —, cria modelos digitais de alta fidelidade de cada pessoa ou empresa para interagirem em vários serviços online. Na plataforma, os utilizadores fazem upload de uma fotografia sua e a tecnologia da Didimo vai, de seguida, criar uma personagem 3D que pode ser utilizada para interagir em jogos, no cinema, mas também em compras, comunicações e até na medicina, desporto ou retalho. Entre os projetos piloto da startup estão nomes de empresas como a Sony e a Amazon. 

Atualmente, a Didimo conta com 26 colaboradores distribuídos pelo Porto, Vancouver e Londres, mas até ao final do ano pretende aumentar a equipa para entre 30 a 33 pessoas. O próximo passo é a comercialização do seu novo produto. "O que estamos agora a fazer é empacotar, é fazer o produto à volta para que seja fácil de integrar nos nossos clientes. Estamos a falar com várias empresas, utilizadores finais, para poder ver exatamente qual é característica chave que é mais útil para eles, para podermos replicar”, explica Verónica Orvalho. Em 2017, a tecnologia usada pela startup venceu o Women Who Tech, em Nova Iorque.

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