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Escritórios Deloitte
02 Abril 2020
Escritórios podem esperar “alteração da ocupação e uso do espaço”
Vida Imobiliária

Partilhando a sua perspetiva sobre a crise que se instalou no setor e no mundo, o responsável afirma que, com o novo contexto, «rapidamente as empresas de serviços descobrem que, através do trabalho remoto, conseguem ter uma ocupação de espaço diferente sem alteração de produtividade. É algo a que teremos de estar atentos». A confirmar-se esta tendência, «teremos espaços de escritórios com muito mais amplitude. A oferta que existia, que já era escassa, poderá passar a ser mais adequada e permitir que as empresas façam realocação de espaços».

Por outro lado, também o co-working pode sofrer alterações: «a partir do momento em que os espaços começam a ser mais abundantes, muda o perfil da ocupação. É provável que esse modelo de negócio venha a sofrer. E as empresas podem pensar também em realocar-se», diz o especialista.

Em relação ao mercado de industrial e logística, o especialista nota que «os espaços alugados para prazos muito curtos podem deixar de fazer sentido. E as cadeias deverão querer ter os seus espaços de abastecimento mais perto, e pode haver uma tentativa de deslocalização de alguns desses espaços. Não sabemos até que ponto é que a política de stockagem de empresas se pode vir a alterar».

Alerta ainda que o setor imobiliário «tem de ter a perceção de que o valor dos imóveis depende muito das taxas de juro e do risco do país. A forma como for feita a ajuda da europa e os estímulos fiscais e monetários ao país pode alterar muito a perspetiva da taxa de juro. Podemos voltar a ser um país com boas oportunidades de investimento, se os preços caírem».

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