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23 Junho 2020
Investidores mantêm um sentimento positivo quanto ao mercado português no pós-Covid
Diário Imobiliário

"A Perspectiva do Investidor na Análise pré e pós-Covid19”, é o tema do estudo da consultora que auscultou investidores para traçar um cenário dos possíveis impactos da pandemia no imobiliário de retalho e escritórios enquanto ativos de investimento, além de incluir uma ronda de questões concretizada no início do ano, antes do confinamento. 

Fernando Ferreira, Head of Capital Markets da JLL, refere que "se este sentimento de otimismo continuar a predominar entre os investidores é uma prova cabal da atratividade de Portugal enquanto destino de investimento, o que é especialmente importante numa altura em que a pandemia impôs um travão global aos mercados e em que os níveis de liquidez dos investidores continuam elevados. Num contexto de regresso à normalidade, todos os mercados vão querer ir a jogo para captar uma fatia dessa liquidez e acredito que Portugal vai estar extremamente bem posicionado”.

Ainda assim, a incerteza trazida pela atual pandemia associada a uma expectativa de ajustamento em baixa das rendas, faz antecipar uma subida das yields em ambos os segmentos. 73% dos investidores acredita que as yields dos escritórios irão aumentar no curto-prazo, enquanto que no retalho essa é a opinião de 69% dos inquiridos. Recorde-se que no 1º trimestre de 2020, os escritórios captaram cerca de 247 milhões de euros de investimento (17% do total) e o retalho 798 milhões de euros (55% do total). 

Em termos da atividade ocupacional, os investidores esperam que o regresso à normalidade possa acontecer já em 2021, com a maioria a acreditar que irá demorar mais de 12 meses. O Porto continuará a receber a confiança dos investidores, 89% indicando ter intenções de investir neste mercado.

Fernando Ferreira defende que "apesar dos impactos inegáveis na operação e rendimentos gerados pelos ativos de investimento, as perdas estimadas não são muito expressivas e são uma realidade transversal a todos os mercados na Europa. Acresce que Portugal é visto como tendo estabilidade política, social e económica, uma segurança acrescida até na saúde pública, além de devolver retornos mais estáveis. Por isso, não só não vemos os investidores a alterar as suas estratégias de investimento para o nosso mercado, optando por aguardar que o impacto do Covid-19 suavize, como até acredito que o mercado nacional poderá sair reforçado como um destino seguro para investidores internacionais”, conclui o responsável.

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