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ANJE
18 Novembro 2020
Município quer apoiar a ANJE em programa de intervenção para as micro e pequenas empresas da cidade

Face aos efeitos provocados no tecido económico pela pandemia, o Município do Porto identifica a necessidade de apoiar "medidas que sejam supletivas e complementares por forma a garantir que a recuperação, reinvenção seja efetuada de forma sustentável e inclusiva”, refere a proposta que será votada no dia 23 de novembro, assinada o vereador da Economia, Turismo e Comércio, Ricardo Valente.

O programa que será objeto de análise é operacionalizado pela ANJE, associação que detém "um conhecimento ímpar do ecossistema empresarial portuense”, refere o proponente do apoio, que aponta o financiamento de 50 mil euros para a execução do plano de capacitação.

Desde logo, porque, sustenta na proposta, visa capacitar as pequenas e microempresas para a recuperação e resiliência, através de ferramentas que impulsionem a transição digital, novos modelos de gestão e organização do trabalho, inovação e tendências, e soft skills para melhor lidar com a crise. Além disso, o "Programa de Intervenção para as Micro e Pequenas Empresas da Cidade do Porto” inclui a intervenção de um acelerador digital e de apoio especializado à criação do próprio emprego.

A capacitação dos agentes económicos é, para o Executivo de Rui Moreira, uma das áreas nucleares em que agentes públicos e privados devem apostar num cenário de crise profunda, "uma vez que é uma ferramenta essencial para fazer face às dificuldades e desafios emergentes do contexto atual, no sentido de melhor preparar o tecido económico da cidade para o futuro”.

Nesse sentido, o programa de intervenção da ANJE vai ao encontro dessa necessidade identificada, uma vez que enquadra a capacitação como eixo central da iniciativa, que "seguirá uma metodologia formativa ativa assente na exploração e aplicação prática dos conceitos aos casos empresariais dos participantes”, adianta ainda o documento assinado por Ricardo Valente.

Fundada em 1986, a ANJE conta, até à data, com um total de 225 empresas incubadas e mais de 850 empresas lançadas através da sua estrutura de apoio, que inclui vários programas de capacitação e formação para jovens empresários e empreendedores, somando mais de 900.000 horas de formação ministradas em 3.000 cursos.

Este é mais um apoio extraordinário que a Câmara do Porto vem somar àqueles que já tem lançado por mote próprio, com um impacto significativo para o orçamento municipal. No próximo ano, a autarquia pretende isentar de taxas municipais todos os agentes económicos da cidade, o que se repercute numa perda de receita na ordem dos 315 mil euros.

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