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Plano Diretor Municipal
13 Novembro 2020
Novo PDM do Porto quer ser “reformador”
Vida Imobiliária

Em entrevista, o Presidente da Câmara Municipal do Porto explica que o documento atualmente em discussão se trata de «um plano para uma cidade, em larga medida, consolidada e construída», mas que «introduz novas ferramentas e conceitos operativos que respondem, de forma inovadora, a uma inovadora política de cidade, baseada em cinco grandes eixos estratégicos: ambiente, habitação, mobilidade, património e economia».

Rui Moreira destaca que «a pedra de toque é a sustentabilidade destas políticas sectoriais, entendido esse conceito de forma lata: falamos de uma sustentabilidade não só ambiental, mas social, económica e territorial».

A habitação é uma aposta «estratégica» do novo documento que tem como objetivo «reforçar a diversidade da oferta habitacional, tendo em vista a recuperação demográfica da cidade, bem como uma mistura de usos mais eficaz». O autarca destaca que «existe uma preocupação específica, neste domínio, relacionada com a acessibilidade da classe média à habitação». 

A grande novidade do PDM ao nível do ambiente passa por uma «abordagem às questões da sustentabilidade do ambiente urbano, tendo em vista a qualidade de vida dos cidadãos, e a resiliência e adaptação do território aos desafios das alterações climáticas, designadamente no reforço da estrutura ecológica municipal, com aumento das áreas verdes de uso público, e valorização das zonas húmidas do território».

No que diz respeito à mobilidade, o novo PDM aposta em três prioridades: «a primeira é uma nova política para o estacionamento que permita o progressivo resgate do espaço público, demasiado condicionado com o automóvel privado; a segunda diz respeito ao reforço e complementaridade dos modos de transporte coletivo, opção fundamental numa cidade como o Porto; e finalmente, uma política de promoção dos modos suaves de mobilidade, com um foco especial na pedonalização de áreas específicas».

No que concerne o património e a identidade da cidade, «pretende-se reforçar a proteção patrimonial, o respeito pela tradição e a atmosfera do Porto e sistematizar os valores fundamentais a defender, tendo em vista a preservação da identidade e da atmosfera que faz desta uma cidade única», explica o edil.

Outra das apostas estratégicas passa pela economia da cidade, nomeadamente pela «criação de condições para a atração de empresas, emprego e investimento, reforçando dessa forma a centralidade da cidade ao nível metropolitano e nacional e projetando-a internacionalmente como referência entre as cidades europeias de média dimensão».

O novo PDM do Porto estará em debate na Semana da Reabilitação Urbana do Porto, que se realiza online de 24 a 26 de novembro. No dia 24, a VI e a Câmara do Porto coorganizam a sessão "Um PDM para o futuro do Porto”, que vai centrar-se nesta temática a partir das 15h. 

Saiba mais sobre o evento aqui.

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