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Paises atrativos
08 Março 2021
Portugal sobe no ranking dos países mais atrativos para trabalhadores estrangeiros
Dinheiro Vivo
Portugal é o 26.º destino mais atrativo para trabalhadores estrangeiros, de acordo com um estudo feito pela Boston Consulting Group (BCG) em parceria com a The Network. O país subiu quatro lugares face à classificação registada no ranking em 2018.

Portugal escala algumas posições nesta lista, apesar de o estudo concluir que a mobilidade dos trabalhadores está em queda devido à pandemia de Covid-19. De acordo com o estudo Decoding Global Talent, Onsite and Virtual, a pandemia teve um impacto significativo no interesse dos trabalhadores pelo trabalho no estrangeiro; além disso, a preferência recai agora sobre países que tenham tido melhores resultados na contenção da pandemia.

Neste ranking, que resulta de inquéritos feitos a 209 mil pessoas em 190 países, o Canadá lidera as preferências dos trabalhadores estrangeiros, chegando mesmo a ultrapassar os Estados Unidos - o anterior destino líder, que passou para a segunda posição. A Austrália ocupa o terceiro lugar, seguido pela Alemanha e Reino Unido. Na segunda metade do top 10 figuram o Japão (6.º), Suíça (7.º), Singapura (8.º), França (9.º) e Nova Zelândia (10.º).

O estudo salienta que a forma como os países lidaram com a crise pandémica teve impacto na classificação neste ranking: países como a Itália e Espanha, anteriormente populares, saíram mesmo do top 10 do ranking. Já Singapura e Nova Zelândia, que tiveram melhores resultados na contenção da pandemia, entraram para a tabela dos dez países mais atrativos.

Analisando por cidade, Lisboa sobe 12 posições no ranking, passando do 40.º posto em 2018 para a 28.ª posição, acompanhando a subida de Portugal. Já cidades como Nova Iorque, Barcelona, Roma ou Madrid perderam atratividade.

48% dos inquiridos em Portugal dispostos a trabalhar fora do país

Em Portugal, 48% dos inquiridos afirmavam que estavam dispostos a trabalhar fora do país, percentagem que fica abaixo dos 50% de pessoas a nível global que disseram estar dispostas a trabalhar no estrangeiro.

Em 2018, a percentagem de portugueses disponíveis para trabalhar fora do país estava 8 p.p acima, situando-se nos 58%. A nível global, situava-se nos 57%.

A menor abertura para trabalhar fora do respetivo país foi transversal a várias nacionalidades. "As pessoas estão menos recetivas a trabalhar no estrangeiro devido à Covid-19", considera Rainer Strack, managing director & senior partner da BCG. "Além disso, com o aumento do trabalho remoto, muitos consideram que podem trabalhar de forma virtual, sem que haja necessidade de emigrar", aponta o mesmo responsável.

70% dos inquiridos em Portugal respondeu mesmo que estariam dispostos a trabalhar a partir do país de origem para um empregador estrangeiro sem presença física no país. Este valor está acima dos 57% de média mundial.

É nos setores das Tecnologias da Informação e do Digital que os inquiridos revelaram maior abertura para trabalhar de forma virtual. A nível mundial, cerca de 71% dos inquridos com um background de digital ou analytics e 67% dos inquiridos com background de Tecnologias de Informação responderam que estariam dispostos a trabalhar para uma empresa sem presença física no seu país.
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