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Residências Universitárias
18 Setembro 2020
Residências universitárias otimistas com negócio este ano letivo, apesar da Covid-19
Idealista

O ano letivo 2020/21, que arranca em plena pandemia da Covid-19, vai apresentar muitos desafios, mas a expetativa é positiva para os operadores de residências universitárias. As três principais empresas a operar neste mercado - a U.hub/Xior, a Livensa Living e a Milestone - dizem acreditar que vão atingir boas taxas de ocupação, sobretudo com os alunos nacionais, mostrando-se assim confiantes de que este é um segmento de mercado que continua em alta e apetecível para o investimento em Portugal.

"Apesar deste enquadramento desafiante para os operadores, continuamos otimistas relativamente às taxas de ocupação, já que a residência da Xior Campus Asprela foi posicionada para abranger diferentes segmentos de mercado, oferecendo quartos individuais com casa de banho que se enquadra no poder de compra de muitos pais portugueses”, afirma Hugo Gonçalves Pereira, administrador da U.hub.

A unidade faz parte de um lote de residências compradas no final de 2019 pelo operador belga Xior ao promotor U.hub Investments, ligada à gestora de ativos Atrium, tendo começado a funcionar este mês, depois da conclusão da obra do edifício ter decorrido durante os meses de confinamento.

"A procura de alojamento por estudantes premium continua forte, mas existem algumas restrições devido à situação internacional”, revela Gary Clarke, CEO da Milestone, esclarecendo que devido a restrições de viagens, os estudantes estrangeiros de alguns países, que tinham uma forte presença em Portugal (por exemplo, Brasil), estão a chegar em menor número do que antes. Dá nota de que também os estudantes portugueses estão, este ano, a aguardar consideravelmente mais tempo para tomarem a sua decisão - em parte devido ao atraso na matrícula e nos exames de admissão.

Contudo, o responsável diz que na empresa estão convencidos de que "os alunos não querem ficar arredados do seu percurso estudantil”, frisando que "os nossos números de reserva confirmam essa suposição até agora”.

Também as residências Livensa Living "estiveram abertas ao longo do ano, em linha com os nossos princípios de garantia da segurança e bem-estar dos residentes”, começa por indicar a responsável da Temprano Capital Partners – promotor que em janeiro deste ano fez uma ‘joint-venture’ com o fundo canadiano Brookfield Asset Management, para criar 19 residências de estudantes em Portugal e Espanha. Conta depois que "tivemos de adequar a nossa operação e alguns de nossos serviços para atender às novas diretrizes governamentais e promover a segurança dos alunos”.

Ao oferecer salas de estudo amplas com gabinetes para vídeo conferência e internet de elevada performance, os operadores das residências universitárias privadas defendem que se posicionam como um parceiro ideal para que as atividades letivas possam continuar sem sobressaltos, neste novo modelo de ensino que vai exigir que os estudantes tenham as necessárias condições nos seus locais de alojamento.

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