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26 Agosto 2020
Turismo de Portugal: Reservas de britânicos deram um salto de 400% e contagiaram turistas alemães, irlandeses ou franceses
Expresso

Não foram só os britânicos a fazer reservas para Portugal imediatamente após o Reino Unido anunciar a abertura do corredor aéreo com o país. A decisão teve um efeito de contágio a turistas em toda a Europa, segundo adianta Luis Araújo, presidente do Turismo de Portugal.

"A partir do momento em que Portugal foi colocado na 'lista verde' dos corredores aéreos, o número de reservas para Portugal disparou 130% em todo o mundo e só no Reino Unido quase 400%", avança Luís Araújo, explicitando que estes dados se referem a procura de passagens aéreas e não a hotelaria.

"Multiplicou-se por dez o número de pessoas à procura de passagens aéreas para Portugal, tínhamos cerca de 40 mil pesquisas a 19 de agosto, e subiram para 400 mil a 20 de agosto, o dia em que foi anunciado", explica o responsável, frisando que, além do Algarve, "também estamos a sentir crescimento do mercado britânico para as cidades”.

A decisão do Reino Unido em pôr Portugal na lista de destinos 'seguros' para os britânicos poderem viajar sem terem de fazer quarentenas de 14 dias ao regressar - medida que vigora no país como prevenção à pandemia covid-19 - teve "efeitos por arrasto" a turistas de outros países. "Há mercados a responder rapidamente, como Alemanha, França, Irlanda ou Espanha, mas este efeito verifica-se em turistas de toda a Europa", refere Luis Araújo.

"Em setembro, o objetivo é o de conseguirmos recuperar 55% a 60% das frequências que tínhamos no ano passado, se tudo correr bem", avança o presidente do Turismo de Portugal.

Frisando ser fundamental que a oferta turística em Portugal mantenha medidas sanitárias de prevenção à covid-19, o responsável chama a atenção para o facto do Selo Clean & Safe já ter sido adotado por mais de 22 mil empresas, além de 23 mil trabalhadores terem recebido formação associada a estas medidas. 

"Uma das prioridades agora é a de reativar a indústria de eventos, estimular as companhias a voltar a fazer conferências em Portugal", salienta Luís Araújo, referindo que as normas específicas da Direção-Geral da Saúde (DGS) neste campo têm sido "evolutivas".

"Já conseguimos recuperar bastante em relação a maio e junho. O trabalho agora é que o verão, do ponto de vista turístico, se prolongue em Portugal o mais possível a partir de setembro, mostrar que é possível visitar o país também em outubro, novembro e dezembro.

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