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Yotel
22 Maio 2020
YOTEL Porto: robôs, pouco contacto humano e conforto para a era pós-Covid
Visão

Localizado na Rua de Gonçalo Cristóvão, perto da Trindade, no Porto, vai ter cerca de 150 quartos, ginásio, espaços comuns para trabalhar, restaurante, sky bar e um terraço no telhado com vista sobre a cidade, acessível a hóspedes e visitantes. 

Numa altura em que o distanciamento social vai continuar essencial no combate ao coronavírus, um hotel que é altamente tecnológico e que dispensa contactos entre humanos para a maioria das funções pode revelar-se uma vantagem competitiva. A marca YOTEL é virada essencialmente para quem viaja em trabalho, e que tem uma boa relação com a tecnologia, estando presente em cidades como Nova Iorque, Istambul ou Singapura.

"Eu acredito que o conceito, em termos de oferecer o que o cliente necessita e tecnologicamente avançado, é o que as pessoas procuram hoje, seja qual for a nacionalidade. Acredito que primeiro haverá algum interesse por curiosidade, admito que sim. Mas instalando o conceito, prevejo que aconteça o mesmo fenómeno que tivemos nos EUA”, acrescentava o diretor geral da UIP. Depois da abertura do YOTEL de Nova Iorque – que acabou por acontecer por uma questão de oportunidade de negócio, revelou na altura – várias outras cadeias seguiram o exemplo em termos de organização do espaço e decoração, entre outros.

O YOTEL do Porto, com vista sobre a cidade, vai assemelhar-se bastante ao seu congénere singapurano, mas com a vantagem de estar alojado num edifício que foi reabilitado para o receber. O antigo encontra o novo sem magoar a cidade, mas pedindo a todos que a conheçam.

"No Porto, a geração de quarto e de produto já é mais avançada [do que a de Singapura]. Temos parcerias, por exemplo em São Francisco, com startups que estão em Silicon Valley para nos ajudar. E todos os trimestres temos uma apresentação do grupo deles onde tentam vender-nos o produto que estão a fazer”. O objetivo é conseguir estar na vanguarda da tecnologia, sem perder conforto. O mesmo princípio aplica-se ao bar e ao restaurante, onde a oferta deve ser de qualidade, sem ser pretensiosa – em Singapura o objetivo foi atingido, no Porto ainda teremos de esperar para confirmar. 

No mesmo sentido, a cidade portuguesa vai ter quartos um pouco maiores do que a média internacional da marca, uma vez que para garantir a qualificação de 4 estrelas os quartos têm de ter um mínimo de 17 metros quadrados. "Os nossos terão entre 19 e 20”, revela Carlos Leal, referindo que os serviços de quarto vão estar disponíveis durante um horário diferente, por determinação das autoridades.

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