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Plano Diretor Municipal
27 Novembro 2020
Zona Oriental do Porto transforma-se para criar novas dinâmicas urbanas
Vida Imobiliária

Arrancam finalmente vários grandes projetos na cidade do Porto e a zona oriental é o grande foco da autarquia, que elaborou um masterplan dedicado.

Os grandes projetos estruturantes do Porto estiveram em destaque durante a conferência "Os criadores da cidade – Os novos projetos estruturantes do Porto”, coorganizada pela VI, pela APPII e pela Predibisa, e que decorreu a 26 de novembro, parte da Semana da Reabilitação Urbana do Porto.

Encontram-se entre esses projetos o novo Terminal Intermodal de Campanhã. A câmara está também a desenvolver um conjunto de projetos de reabilitação para a zona Justino Teixeira, entre o terminal e a avenida 25 de Abril, onde «queremos criar uma forte zona de serviços, com um índice de construção forte»,já que «junto a um polo intermodal deve haver grande densidade e crescimento urbano».

Inclui-se o novo projeto de habitação acessível do Monte da Bela, além da Praça da Corujeira, «o coração de Campanhã. Falta cumprir-se essa praça e integra-la na estrutura da cidade».

A CMP tem também intenção de dinamizar a frente ribeirinha do Freixo, «a última com alguma extensão que falta desenvolver, e é uma oportunidade inegável», nomeadamente criando um Museu da Indústria e «um novo polo cultural» nos terrenos da antiga central elétrica da EDP.

Mas a "pedra de toque” desta zona da cidade é, segundo Pedro Baganha, o projeto do Matadouro, um investimento de 40 milhões de euros da Mota Engil que vai criar aqui um novo polo empresarial, cultural e socia. «Materializa esta ideia de trazer dinâmicas exógenas para estas zonas, num território que é muito condicionado pela sua orografia e que tem problemas de mobilidade, apesar de se situar aqui o maior terminal intermodal da cidade».

Vítor Paulo Pinho, Diretor Geral da Mota Engil, afirma que a empresa não teve «dúvidas nenhumas em investir neste projeto. Queremos que o Matadouro seja local de referência na cidade, e o retorno será seguro, na nossa perspetiva».

Ainda a norte do Matadouro, a autarquia tem a intenção de transformar o local ainda ocupado pelo Mercado Abastecedor da Região do Porto, considerando a sua relocalização um ganho para a cidade e para o próprio mercado.

Apesar do foco na área oriental da cidade, Pedro Baganha lembrou que «o Porto tem um conjunto de outras oportunidades, como a concretização da avenida Nuno Álvares e zonas circundantes», exemplificou.

Hugo Santos Ferreira, Vice Presidente da APPII, também participou neste debate, e garante que «os investidores querem fazer parte das políticas públicas das cidades, construindo as nossas cidades do futuro. Contem connosco, queremos estar ao vosso lado e temos de seguir este caminho de parceria». Mas alerta que «para trazermos este investimento para o Porto precisamos de um ambiente friendly, e a Câmara do Porto tem conseguido criá-lo.».

Este responsável lembrou também a necessidade de mais habitação acessível nas cidades, incluindo no Porto: «temos a procura no nosso país, e uma grande carência oferta. É uma tendência a nível europeu, e temos muitos investidores interessados. Precisamos de criar projetos que criem projetos económica e financeiramente viáveis para os privados».

Exemplo disso é o novo projeto Antas Atrium, da Quântico e da Albatross, brevemente apresentado por Carlos Vasconcellos neste fórum. O empreendimento terá mais de 1.000 habitações com um preço por metro quadrado a rondar os 3.500 euros, o que se consegue com «apartamentos mais compactos do que o normal. Corredores e áreas perdidas correspondem a metros quadrados, e o que estamos a conseguir projetar um apartamento de 120 m2 terá 100 m2 com as mesmas funcionalidades, por exemplo. Isto permitirá um ticket 10% a 20% mais baratos», explica o responsável.

Segundo Hugo Santos Ferreira, «cerca de 90% dos promotores que se dedicaram mais ao segmento de luxo depois da última crise estão agora a olhar para este segmento mais baixo».

A Mota Engil está atenta a este mercado: «estamos a acompanhar o desenvolvimento dos programas de habitação acessível, e são uma hipótese que estamos a estudar. Há muito apetite, há novos incentivos, mas estamos ainda a analisar, mas sabemos que é um programa importante e estamos convencidos de que vamos também participar».

Veja o vídeo completo desta conferência aqui.

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