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Feedzai Trabalho Remoto
30 Março 2020
Remoto faz parte do ADN da Feedzai
ECO Economia Online

É tecnológica. É digital. E, também por isso, Nuno Sebastião, cofundador e CEO da Feedzai, acredita que a startup portuguesa está "bem protegida dos efeitos económicos que esta pandemia possa ter”. "A verdade é que fazemos parte de um grupo de empresas que já nasceram globais e digitais. Isso significa que não estamos apenas dependentes de uma determinada região do mundo e que todo o nosso negócio é conduzido com recurso a plataformas e ferramentas digitais. A nossa empresa, quer do ponto de vista tecnológico, quer do ponto de vista de mindset, foi toda construída para ser operada em ambientes remotos”.

"A Feedzai já nasceu uma empresa global e altamente distribuída pelo mundo inteiro”, começa por contar Nuno Sebastião. Na altura, e logo que ganhou os primeiros grandes clientes nos Estados Unidos, a empresa tinha "pessoas a trabalhar a partir de Portugal e a dar suporte a esses projetos importantíssimos que estavam a começar”. "Essa dinâmica manteve-se e a realidade é que temos mais de 500 pessoas espalhadas um pouco por todo o mundo e muitas delas já trabalhavam a partir casa, antes mesmo de esta pandemia ter começado. Essa cultura de trabalho remoto já fazia parte do nosso ADN".

Neste momento, conta Nuno Sebastião, todos e cada um dos trabalhadores da Feedzai trabalha remotamente. Incluindo o próprio CEO. "Tomámos a decisão de fechar temporariamente os escritórios que temos na Europa, Estados Unidos, Ásia e Austrália com o objetivo principal de proteger as nossas pessoas e as suas famílias”.

O processo — que representa um enorme desafio para a maioria das empresas –, foi relativamente simples dado que a empresa é "nativa digital”. "A segurança é muito importante numa empresa como a nossa – quando trabalhas para algumas das maiores instituições financeiras do mundo e que depositam em ti a confiança de proteger os seus clientes, sabes que não podes vacilar um milímetro. Isso significa que testámos todos os cenários possíveis para garantir que nada afetaria a capacidade de suporte aos nossos clientes”.

Em termos práticos, os dias que se seguiram encheram-se de "normalidade”. "Já tínhamos todas as ferramentas que precisávamos, os processos de RH preparados, os mecanismos de gestão de projeto em marcha, etc.”, detalha Nuno Sebastião. Talvez por isso, o dia-a-dia do português não tenha sofrido grandes alterações desde o início deste processo." Numa reunião de gestão, por exemplo, tenho pessoas em Portugal, Londres e Silicon Valley, o que significa que apenas estamos todos juntos na mesma sala, três ou quatro vezes por ano. Todas as reuniões que fazemos são através de videoconferência e é absolutamente normal termos pessoas em fusos horários diferentes, o que significa que estamos todos muito habituados a estas dinâmicas de trabalho a partir de casa, do aeroporto, do hotel”, refere.

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